Marketing viral para ONGs

setembro 17, 2009

Mais uma vez passei tempo demais sem passar por aqui. A explicaçao está no outro blog, que ultimamente anda bem agitado. Mas hoje li uma coisa que tem muito a ver com o que penso sobre o trabalho das ONGs, com uma materia que li na TIME desta semana sobre consumo responsavel e sobre o trabalho que nao terminei sobre o controle social das multinacionais no primeiro master que fiz aqui na Espanha.

Seth Godin é pra mim uma pessoa muito lúcida e que realmente é o que diz, um agente do cambio, com letras maiúsculas. E um dia desses ele escreveu um post sobre a resistência que as ONGs – em ingles sao conhecidas como non-profits – tem com relaçao a mudanças em qualquer nível. E o fato de elas ainda estarem ignorando toda a revoluçao que representa internet hoje em termos de marketing. Ele sinaliza o fato de que é grátis, mas que o custo vem em forma de que mais transparência também quer dizer mais controle. E nisso eu estou totalmente de acordo. Pode ser que um diz volte a falar sobre isso com nomes, mas também aprendi que o trabalho que elas fazer é importante demais, e os erros que cometem sao grandes de mais para que eu precise por uma luz vermelha e apontar defeitos aqui. Prefiro gastar “tinta” com coisas positivas, às vezes alguma provocaçao que leve a um cambio. Porque como bem disse Seth, as pessoas se engajam em uma ONG pela necessidade de mudar as coisas, mas se encontra com uma estrutura paralisada, acaba desistindo. O impacto é menor.

Anthony Robbins: Interview with Frank Kern and John Reese

agosto 25, 2009

As vezes a gente só precisa um empurraozinho, alguém, uma frase que nos lembre que o sucesso só depende de a gente acreditar que é possível. E acreditar um pouquinho cada dia. Vi esta entrevista, em ingles, muito interessante, acho que pode servir para todo mundo que está nestes dias em que precisa de uma mudança, mas nao sabe por onde começar.

Interview with Frank Kern and John Reese 

O fim da classe média

junho 1, 2009

Comecei este blog com um artigo sobre o fim do trabalho. Estávamos submergidos na crise mas nao até a cabeça e eu – juntando informaçao daqui e dali – dizia que era o fim de uma era de trabalho como até agora estávamos acostumados. Poucos meses se passaram e os que antes pensavam que no momento em que a cirse passasse tudo voltaria ao “normal” mudaram de idéia. El País publicou ontem uma materia extensa sobre o fim da classe média nos países desenvolvidos. Suas origens e consequencias. Eu como oriunda de um país do tercero mundo com uma classe média bem inconsistente, vim para a Espanha e agora vivo como o que eles chamam aqui de “mileurista”. Gente que vive com 1000 euros ao mês – agora nem isso, porque estou desempregada. Sao dados da pobreza que chega ao que antes era uma classe média acomodada. O fim do sonho da casa própria, entre outros, é apenas um sinal do enorme desencontro entre desenvolvimento e diminuiçao da desigualdade.

Tudo que se disse sobre aumentar o bolo para repartir estava errado. Hoje o bolo é muito maior, mas os que comem… Por sorte além da própria estrutura social mantida pelo estado aqui também há uma enorme e bem nutrida rede paralela de bem-estar, mantida pela Igreja Católica e outras instituiçoes. Porque graças a eles muitas famílas ainda tem o que comer. O resultado deste quadro tao catastrófico nao é nada alentador. Como no post sobre o fim do trabalho, a consequencia lógica é o aumento dos contratos temporarios, a aposentadoria antecipada de muitos que pensavam que iam trabalhar até os 70, a dificuldade mesma de encontrar qualquer trabalho fixo independente da formaçao.

Claro que isso faz com que algumas pessoas olhem o copo meio cheio. É a grande oportunidade de tomar conta da propria vida, trabalhar em casa, fazer coisas alternativas. Que ninguém tenha a ilusao de que assim vá alcançar a comodidade e o estilo de vida de um funcionário público. Até estes estao com os dias contados. Quem trabalha mais e com mais constancia, vai ter mais. Os novos campos sao infinitos e muitos estao baseados nas novas tecnologias da informaçao. De fato, enquanto alguns encontram na internet apenas um bom escape da negra rotina, o bons descontos para shows e viagens, outros com muito trabalho e dedicaçao encontram nela seu ganha-pao.

Muito se fala que o futuro aqui no “primeiro mundo” está baseado em I+D+i, quer dizer, pesquisa e inovaçao. E muita gente confunde isso com que só as empresas com alta tecnologia poderao nos salvar. Claro que os grandes investimentos devem ser nestes campos, porque o investimento inicial é muito alto, representa o que um dia foram as infra-estruturas como rodovias para o desenvolvimento da insdústria. Mas há um enorme campo onde os pequenos exércitos de um só homem também podem ter sucesso.

Nao é só a energia renovável que vai ter espaço, sao os e as artistas plásticos, fotógrafos, designers, bailarinos, cantores. É bem verdade que muita gente vai ter que aprender a viver dentro dos limites do bolsa-família mundial, porque afinal aqui todo mundo sabe que pobreza e exclusao social é sinônimo de violência. Mas quem quiser mais que migalhas e trabalhar muito por isto, também vai ter seu lugar ao sol.

Por isso este espaço, Agent of change, ou agentes da mudança, filhos do poderoso deus MU-dança da cançao do Gil. Gil dizia: talvez em paz mu-dança, talvez com sua lança. Que a lança seja qualquer instrumento que transforme a criatividade e materia.

Sao Paulo, a maior da America Latina em eventos

maio 28, 2009

A ICCA é uma associaçao internacional que reúne organizadores de feiras e eventos. Acaba de publicar um relatorio com o ranking de 2008, que coloca Sao Paulo no topo da lista latinoamericana e em 12a posiçao no mundo. Isso faz que que o Brasil fique em 7a posiçao, atrás apenas de Estados Unidos, Alemanha, França, Italia e Reino-Unido. O interessante é que os organizadores realmente utilizam este ranking para escolher o destino de uma feira e os participantes escolhem as melhores feiras do mundo em cada setor, o que faz do Brasil um grande “jogador” neste campo.

Pra mim isso tem duas leituras. A primeira é que quem quer exportar pode começar olhando as feiras daqui mesmo, porque é provável que a maioria recebe muitos visitantes estrangeiros. E a segunda é que já tendo a boa fama, é fácil atrair gente para vir a outras feiras que ainda nao existem, mas que com certez teriam tanto sucesso como as gringas. Organizar uma feira deve ser um trabalho enorme, mas pelo resultado vale a pena. Entao: viajar e ver feiras para ver tendencias; fazer feiras no Brasil e encher de convidados internacionais para fazer negócios. O setor da construçao já sabe disso, mas eu aqui neste blog falo de gente que faz, de pequenos negocios, etc. Todo mundo deve pensar grande.

dica do Sao Paulo Metropole.

Feito à mao e reciclado

maio 26, 2009

Todos os tópicos da atualidade em uma peça única e muito bonita. Esse é o trabalho da Vania Magalhaes, uma portuguesa que mora em Milao e que eu conheci em Barcelona. Junta reciclagem – todo o material das jóias é “vintage”, comprado e vasculhado com carinho pela própria Vania; com feito à mao – cada peça é única e sai das maos da artista para o seu pescoço ou orelha. E sao lindas, como dá pra ver por este slideshow.

Brinco amarelo vintage

Brinco amarelo vintage

Apesar de a Vanette ter um blog e uma lojinha na Etsy, o melhor mesmo é falar direto com ela por email (bubbleunique arroba gmail.com) e comprar as jóias direto dela. Sabe artista como é, né?

Blog novo de design no blogroll

maio 25, 2009

A Heloisa Righetto é designer, é irma de uma amigona e está morando em Londres. Ela agora tem um blog de design bem bacana só pra contar as novidades de Londres. Se você está pensando em ir por lá, ou só para se inspirar, recomendo vivamente: http://londondesigns.blogspot.com/

Inovaçao tecnológica para melhorar a vida dos descapacitados

maio 14, 2009

Dizem as estatísticas que os descapacitados na América Latina e o Caribe estao afastados do mundo do trabalho e as crianças da escola. Vejo que é um problema cultural, antes de ser um problema de orçamento ou de vontade política. Aqui na Europa o problema também existe, mas a verdade é que eu vejo muitos mais descapacitados nas ruas que em Sao Paulo.Sem entrar na discussao de porque isso acontece, queria deixar este post para falar de gente que faz alguma coisa pela integraçao. Aliás, perguntar sobre estes projetos. Porque acabo de receber este link através do Jordi do Universal Doctor Project e me pareceu uma idéia genial e necessária. Com dinheiro, iniciativa e um pouco de perguntar qual o problema que voces querem resolver primeiro, muitos hábitos podem ser mudados e antes do que a gente pensa.

Sei que a maioria das iniciativas começa com a ajuda a um familiar, geralmente um filho, e que depois se extende a um número maior da populaçao. Toda a vida vai ter que lutar por doaçoes, porque há pouco dinheiro público para financiar e menos ainda para trazer inovaçao para este setor. Por isso o blog e o concurso sao tao importantes.

Escrevo aqui e se lembrar vou escrever mais vezes, porque o que acontece muitas vezes nestas iniciativas é que ou bem só os grandes recebem o dinheiro, ou fica uma boa parte do orçamento original sem assignar por falta de projetos inscritos. Assim que se você vem sempre aqui ou passou por acaso, nao deixe de passar também pelo site do BID para dar sua opiniao ou para reenviar para alguém que possa fazer bom uso de cada 50.000 USD que eles tem pra dar.

Quem é vivo sempre desaparece

maio 7, 2009

Sei que faz muito tempo que nao venho por aqui e isso nao tem desculpa. Mas tem explicaçao. Por um lado estou muito ocupada com um setor da minha vida e o outro blog está fervendo. Por outro estou meio sem ideia de coisas sobre que escrever, quem sabe vocês poderiam me ajudar. A idéia do blog era fazer uma ponte e também ver a situaçao desde uma perspectiva exterior mas em nenhum caso isenta. E os temas estavam meio selecionados, sao as categorias aí do lado. E estou preparando um artigo sobre Cuba que deve ficar interessante, mas precisa seu tempo. No meio disso, alguma notícia interessante espero que apareça para compartilhar com vocês.

Feira de móveis e objetos de decoraçao em Rotterdam

abril 30, 2009
100% Design Rotterdam

100% Design Rotterdam

Acabei de publicar no “Maricotinha” algo sobre uma feira de design em Rotterdam. Mesmo sem ir à feira – que acontece em junho – é de admirirar que um país tao pequeno tenha uma feira anual com o tema e que tenha tantas idéias interessantes. Conta com uns 7000 visitantes e 140 expositores. Nao tenho idéia da cifra de negócios que movimenta, mas tenha a impressao que é basicamente local. Acho que é hora do Brasil parar de falar em ser uma grande potencia disso e daquilo e começar a ser um país de oportunidades para as pessoas também. Juntar-se e organizar-se em uma feira é um super trabalho, mas é muito mais coletivo que individual. É a hora de deixar o inconformismo de lado e ir pra rua. Nao fazer nada é a pior estratégia no momento.

Havaianas

abril 5, 2009

Nao sei se tem cabimento uma notícia dessas em um blog para empreendedores com ideais sociais, porque Alpargatas é uma multinacional das boas. Deve ser porque é uma boa notícia, e ainda mais brasileira, entao vale duas vezes. Saiu no El blog Salmón e nao vi referencia nem link para confirmar a fonte, mas dao conta de que a Alpargatas escolheu Madrid para fazer a sua expansao pela Europa, através das Havaianas. Pra mim que é uma notícia velha, porque já há lojas exclusivas delas em várias cidades europeias. Aqui em Barcelona tem até mais que uma. E se vende a 20 euros, como bem diz a materia. Mas pode ser um relançamento, porque pela informaçao só quinze por cento do faturamento da marca é no exterior, assim que há espaço para crescer. Comparam o produto com fenômenos de vendas mundiais como os relógios Swatch e a mesmíssima Zara. Nada mal.

via El Blog Salmón


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