Feira de objetos de decoraçao de Paris – Maison & Objet 2009

Aconteceu no fim de fevereiro (é uma feira semestral) a feira Maison & Objet em Paris. Este certamen é considerado o segundo mais importante da Europa – quiçá do mundo – só superado pelo Salao de Moveis de Milao. Apesar de que tanto o número de visitantes como de expositores caiu cerca de 10% (mais notadamente entre os franceses), a avaliaçao ainda foi positiva por parte dos participantes.

O caráter da feira é eminentemente profissional, a entrada custava 56 euros e dava direito a todos os pavilhoes – há cinco espaços diferentes definidos por temas que incluen por exemplo design vanguardista ou objetos especiais para museus. Os visitantes sao desde varejistas e compradores diretos (a maioria), até representantes de grandes cadeias de distribuiçao e “prescritores”, ou seja, arquitetos, decoradores, etc.

O caráter da feira é indiscutível, seu objetivo é ser espaço de negócios entre produtor e consumidor, mas também é onde se estabelecem as tendências do setor para a primavera-verao de 2009. Com o agravamento da crise o lar passa a ter uma importância superior na vida das pessoas e das famílias. Sentir-se bem é uma necessidade e se as cores e texturas ajudam, muito melhor.

Entre os temas abordados pelos pavilhoes temáticos, um é o de estilo étnico, em que este ano destacou o africano. É sempre importante cuidar dos acabados e buscar um estilo que, utilizando materiais e modo de produçao tradicionais possa trazer elementos de modernidade e que se encaixem perfeitamente na vida ocidental. O que se busca sao alternativas ao de sempre, mas sem cara de que é um souvenir de viagem.

Conforme o relatório da feira realizado pela oficina comercial da Espanha em Paris, os expositores espanholes se destacaram no setor de tecidos e de design de vanguardia, sendo que os que levavam artesanato voltaram um pouco desapontados. Outro ponto a considerar para quem pretende participar da feira é que a separaçao muito rígida das categorias pode fazer com que seu stand esteja em um lugar de pouca passagem. Ao contrário, se a participaçao é coletiva, pode que para o seu produto específico nao sirva. Por isso a recomendaçao geral é que se deve primeiro participar como visitante, para ver a distribuiçao e ter contato com outros visitantes, para depois validar a participaçao. Como sao cinco dias, mas também cinco pavilhoes, vale a pena fazer uma agenda previa com as pessoas que interessam contactar.

Alguns grupos de artesaos brasileiros costumam participar desta feira, como é o caso de Artest de Londrina. E o Apex dá o seu apoio, mas chega a ser rídiculo frente ao que outros países como India fazem. É mister em um tempo de crise como esse que o governo se posicione e que os empreendedores também tomem rédeas de seu desenvolvimento, porque é inegável que o potencial criativo do Brasil é inesgotável.

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